quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

A BOLOTA

 Bandeirantes, Missionários Jesuítas e monçoeiros, muitas vezes se utilizavam  de um curioso método para atravessar um rio: A Bolota.




Na falta de imagens da mesma na internet, reproduzi junto a Inteligência Artificial a travessia por uma Bolota, que aqui está sendo descrita por um Jesuíta:


A descrição deixada pelo Pe. Cardiael foi redigida em 1772, quando esse missionário já andava na Europa, e diz o seguinte: “Los rios no tienen puentes: y algunos son muy caudalosos. Para passarlos se llevan, prevenidos cueros de toro. Se hace uma pelota, o um quadrado de um cuero de éstos. Se levantam alrededor las orillas com uma tercia, y se afianza con um cordel, para que estén tiesas. Metese el hombre y las cargas dentro, a la orilla del rio; y otro nadando va tirando de um cordel la débil barca hasta la otra orilla, o va desnudo encima de um caballo nadador. Sufre cada cuero de estos doce o catorce arrobas: y passa y vuelve á pasar hasta más de uma hora, sin que se ablance. Asi camiñan los Jesuitas y toda gente de alguna distinción. Los indios y gente baja pasan los rios nadando al lado o encima de sus caballos, y sus alforjitas em la cabeza”, Relación verídica de las Misiones de la Comp.ª de Ihs en la Provincia, que fué del Paraguay, y solución de algunas dudas sobre las mismas. Obra del P.N.N. (P. José Cardiel, S.I.) Misionero de las dichas Misiones escrita a instancias del P.N.N. Misionero apostólico em la Prov.ª que fué de Castilla, Faenza, anno 1772. Ms. da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Col. Benedito Otttoni, I-5, I, 52. (Sérgio Buarque de Holanda, Monções, 1989, p.25-26 - nota 13).


Tradução Livre: Os rios não têm pontes e alguns são muito caudalosos. Para atravessá-los, usam peles de boi preparadas. Fazem uma bola ou um quadrado com uma dessas peles. Levantam margens ao redor, com cerca de um terço de jarda de altura, e as prendem com uma corda para que fiquem rígidas. O homem e sua carga entram na água, na margem do rio; e outro nada e puxa o frágil barco com uma corda até a outra margem, ou atravessa nu em cima de um cavalo nadando. Cada uma dessas peles pode suportar doze ou quatorze arrobas (aproximadamente 70 quilos): e pode atravessar várias vezes por mais de uma hora sem se molhar. É assim que os jesuítas e todas as pessoas de certa posição social viajam. Os índios e o povo comum atravessam os rios nadando ao lado ou em cima de seus cavalos, com as alforjas na cabeça.


AJOUJO

 Tentei encontrar uma figura na internet sobre o que seria ajoujo, e pasmem não encontrei! Apareceu desde Jojo Todinho até mangás, mas ajoujo que é bom nada!


Pesquisando no Houaiss encontra-se:


(Substantivo masculino, 1712)

1. Correia, cordão ou corrente com que se prendem ou jungem animais dois a dois (cães, bois etc.) 1.1 por extensão, (RS) tira de couro reforçada usada para ligar dois bois pelos chifres;

2. Par de animais presos um ao outro

3. (sentido figurado) união ou ligação forçada, indesejável

4. por extensão, embarcação constituida de duas a quatro canoas emparelhadas e jungidas entre si, para transportte de carga no rio São Francisco

Etimologia: de ajoujar


Assim procedendo, usei a ajuda da Inteligência Artificial, essa danada, para compor uma eventual passagem de rio através de ajoujo, no caso usei ficcionalmente uma imagem bandeirantista.


Muito bem!

Agora temos uma imagem de um ajoujo!

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