BUDISMO
The Dharmacakra, "Wheel of Dharma"
O
Dharmacakra, "Roda do Dharma"
O
Budismo é uma religião, filosofia e estilo de vida baseada nos ensinamentos de Sidarta Gautama,
conhecido como o Buda. De caráter filosófico, é considerado NÃO TEÍSTA porque o
conceito budista de “Deus” é diferente do conceito ocidental onde um único ser
supremo, divino, eterno, celestial e todo-poderoso é criador de todas as
coisas. Entre as suas maiores linhas de pensamento, o controle dos eventos da
Terra e do universo está nas mãos de Devas, de Bodisatvas, dos
próprios humanos, de espíritos famintos e de seres dos infernos. O Budismo
surgiu na Índia Antiga como uma tradição ascética entre os séculos VI e IV a.C.
Atualmente é a quarta maior religião do mundo, com mais de 520 milhões de
seguidores espalhados pelos continentes (cerca de 7 a 8% da população global),
conhecidos como budistas. No Brasil, segundo o censo de 2010, residem
aproximadamente 245 mil budistas. Em Portugal, há cerca de 64 mil budistas.
Como expresso nas Quatro Nobres Verdades do Buda, a meta do budismo é a superação do sofrimento (dukkha) causado pelo desejo e pela ignorância em relação à verdadeira natureza da realidade, formada pela impermanência e não existência de fenômenos condicionados (saṅkhāra) mentais permanentes, negando que eles tenham uma realidade substancial independente e que sejam um eu/self (anatta).
O budismo abrange diversas tradições, crenças e práticas espirituais baseadas nos ensinamentos do Buddha e em suas interpretações. Os dois maiores ramos são o Theravāda (“Escola dos Anciões”, em páli) e o Mahāyāna (“O Grande Veículo”, em sânscrito). A maioria das tradições budistas se concentram na superação do eu individual através da conquista do Nirvana ou da busca do caminho de Buddha, o que leva ao fim do ciclo de mortes e renascimentos. As escolas do budismo divergem em suas interpretações sobre a natureza exata do caminho para a libertação, a importância e a canonicidade dos textos sagrados budistas e, especialmente, seus ensinamentos e suas práticas. Entretanto, as bases de todas as tradições são as Três Joias: o Buddha (o mestre), o Dharma (os ensinamentos baseados nas leis do universo) e a Sangha (a comunidade budista). Encontrar o refúgio espiritual nas Três Joias ou Três Tesouros é, em geral, o que distingue um budista de um não-budista. Outras práticas incluem a renúncia à vida secular para se tornar um monge (bhikkhu) ou monja (bhikkhuni), a meditação e o cultivo das paramitas.
O
budismo theravada é amplamente seguido no Sri Lanka e em países do Sudeste
Asiático, como o Camboja, Laos, Mianmar e Tailândia. A tradição mahayana, que
inclui escolas como o Zen (Chan), a Terra Pura, o Nichiren, o Shingon e o
Tendai (Tiantai), é mais difundida nos países do Leste Asiático, tais como
China, Coreia, Japão, Singapura, Taiwan e Vietnã. O varayana, um conjunto de ensinamentos
surgidos nas comunidades tântricas da Índia, pode ser visto tanto como uma
escola separada do budismo quanto como uma tradição esotérica do budismo
mahayana. Seu maior expoente, o budismo tibetano, é praticado na região dos
Himalaias (Butão, Nepal, Tibete e partes da Índia), na Mongólia e nas
repúblicas de Buriácia, Calmúquia e Tuva da Federação Russa. Na Índia, a
tradição mais seguida é a navayana (“Novo Veículo” em sânscrito), um movimento
neo-budista fundado por B.R. Ambedkar, que rejeitou as doutrinas originais das
tradições theravada e mahayana para interpretar o budismo sob um viés de luta
de classes. Ele inspirou milhares de dálites, membros da casta inferior do
hinduísmo, a se converterem ao budismo.




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