segunda-feira, 5 de junho de 2017

SÍNTESE SOBRE A CRISE DO REGIME MONÁRQUICO NO BRASIL


            O regime monárquico existiu no Brasil entre os anos de 1822 a 1889. Neste período o país teve dois imperadores: D. Pedro I e D. Pedro II.

Causas da crise
·         Crise e desgaste da Monarquia - o sistema monárquico não correspondia mais aos anseios da população e às necessidades sociais que estava em processo. Um sistema em que houvesse mais liberdades econômicas, mais democracia e menos autoritarismo era desejado por grande parte da população urbana do país.


·         Forte interferência de D. Pedro II nas questões religiosas, que provocou atritos com a Igreja Católica que ficou conhecida como Questão Religiosa.


·         Censura imposta pelo regime monárquico aos militares. O descontentamento dos militares brasileiros também ocorria em função dos rumores de corrupção existente na corte que ficou conhecida como Questão Militar
.
·         Classe média e profissionais liberais desejavam mais liberdade política, por isso muitos aderiram ao movimento republicano, que defendia o fim da Monarquia e implantação da República.

·         Falta de apoio da elite agrária ao regime monárquico, pois seus integrantes queriam mais poder político e estavam com a Questão da Abolição.


·         Fortalecimento do Movimento Republicano, principalmente nas grandes cidades do Sudeste.

A Proclamação



            Na capital brasileira (cidade do Rio de Janeiro) em 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca liderou um golpe militar que derrubou a Monarquia e instaurou a República Federativa e Presidencialista no Brasil. No mesmo dia foi instaurado o governo provisório em que o Marechal Deodoro da Fonseca assumiu a presidência da República.


domingo, 4 de junho de 2017

A REPÚBLICA QUE JÁ NASCEU VELHA - O SISTEMA OLIGÁRQUICO NO BRASIL




         O regime republicano inaugurado a 15 de novembro de 1889 correspondeu à necessidade de prover-se hegemonia política ao grupo que, desde a segunda metade do século XIX, vinha se afirmando como economicamente dominante: os cafeicultores. O poder político, já na década de 1890, concentrou-se em suas mãos, dentro da dinâmica da ‘política dos governadores’ inaugurada por Campos Sales. 

            Esse esquema de dominação, que alijava os demais grupos do centro decisório, pôde manter-se graças a um sistema eleitoral que permitia manipulações, desde a fraude à violência física.O setor agroexportador engendrou uma fórmula política que refletia sua estrita dependência em relação ao sistema capitalista internacional. O liberalismo era o manancial ideológico desse poder. Os princípios de livre concorrência, de superioridade da economia de mercado justificavam a divisão internacional do trabalho — que nos reservara o papel ‘natural’ de produtores de matérias-primas — e a dominação do setor agroexportador sob o conjunto da economia nacional. Ao mesmo tempo, o liberalismo impedia qualquer forma de intervenção estatal, garantindo a autonomia dos Estados, que de certa forma se manifestava, juridicamente, na própria Federação. A descentralização administrativa legitimava a hegemonia dos grupos oligárquicos de maior expressão econômica, enquanto os demais grupos se articulavam a estes, unidos por uma identidade fundamental: a propriedade da terra. Mantinha-se, assim, o equilíbrio político a nível nacional, pois não havendo antagonismos profundos entre os proprietários de terra, a autonomia federativa garantia os interesses de cada oligarquia em seu âmbito específico. Os atritos e dissidências ocorridos no período apenas retrataram divergências imediatas, conflitos de ambições eleiçoeiras, ou, então, nos momentos de crise, prejuízos dos grupos não vinculados ao café, pelas medidas de defesa do produto.

         A própria manutenção da hegemonia dos cafeicultores, entretanto, ao permitir lucros crescentes, implicou no desenvolvimento econômico, na urbanização, na acumulação de capital pelos excedentes da exportação e no incentivo à produção industrial. Surgiram, então, forças econômicas e sociais que iriam, gradualmente, reivindicar participação política e contestar o regime vigente.


         O sistema político e econômico estruturado pela oligarquia cafeeira era, porém, muito rígido. Nele não cabiam canais de representação para os novos grupos, nem mecanismos que pudessem neutralizar os efeitos crescentes das flutuações econômicas internacionais. O sistema de defesa do café, primeiramente apoiado na desvalorização de nossa moeda e depois na compra e estocagem do produto, implicava em custo social geral. Em momentos de crise aguda, os grupos sociais não vinculados ao setor tornavam-se antagônicos e a insatisfação crescia nos setores urbanos.



            Em geral, porém, até a década de 1920, as camadas médias urbanas, os operários e os trabalhadores urbanos foram mantidos à margem da expressão política. As camadas médias urbanas constituíam um aglomerado heterogêneo, incapaz de articular contestações além das reivindicações de contenção do custo de vida, de melhores moradias ou de ‘verdade eleitoral’. Os trabalhadores rurais, mantidos na ignorância e dentro do rígido círculo do controle coronelístico, não ultrapassavam os limites da violência social expressa no banditismo ou no fanatismo religioso. O operariado urbano, pressionado por baixos salários, por castigos corporais, pela ausência de qualquer proteção, lentamente se articulava.


         O desenvolvimento da urbanização e da industrialização, subjacentes ao progresso do setor cafeeiro, faziam, entretanto, avançar a diferenciação social. O aumento gradativo das camadas intermediárias urbanas e, conseqüentemente, seu maior peso político, ao lado do crescimento da capacidade de organização e de mobilização do operariado, evidenciaram as limitações do sistema oligárquico, nos anos vinte. Os setores urbanos, a partir de então, manifestaram-se ativamente, aliando-se às dissidências oligárquicas, apoiando o movimento tenentista e reivindicando efetiva participação política.

         O movimento operário crescia e não era mais possível ignorar sua importância, por mais desarticuladas e descontínuas que fossem suas manifestações. A indústria, nascida à sombra dos cafezais, estimulada e nutrida pelos capitais cafeeiros, organizava-se.


         A hegemonia oligárquica entrava em crise. O que fora novo em velho se tornara, ultrapassado pelo desenvolvimento do setor que ele mesmo criara. Era preciso redefinir o pacto social e dissolver o acordo político que sustentava o regime. Era fundamental encontrar saídas para a economia agroexportadora, afogada pela superprodução e pelo desequilíbrio do mercado. Era inadiável atender à questão social e absorver suas reivindicações, regulamentando as relações entre capital e trabalho. A crise interna caminhava, assim, para a redefinição do papel do Estado e para a formulação de soluções que pudessem combater a crise econômica, que se delineava.


         Apoiado pela manipulação do voto rural, o sistema oligárquico não podia adaptar-se à estrutura social e econômica do país, que caminhava para a industrialização. O poder dos cafeicultores estava ferido de morte. O sistema partidário que lhe garantira sustentação estava esgotado e as dissidências, agora, eram profundas.


         A República oligárquica desabava. Velha, sentia-se sua incapacidade em assimilar as mudanças internas. Débil, era pressionada pela crise econômica mundial. Não era um fim violento, dramático. Era a destruição paulatina de um sistema político-econômico, desencadeada a partir de suas contradições internas e acelerada pela crise mundial.


         Desde 1922 o processo de contestação do regime tinha, em sua vanguarda, o movimento tenentista. Este, se não era, essencialmente, um movimento coeso e de ideologia precisa, representava, de qualquer forma, renovação. E suas manifestações em favor de um regime mais representativo foram endossadas pelas facções descontentes e pela maioria da população urbana.


         A solução tenentista não era, porém, a única vertente revolucionária do fim da década de 20. Várias eram as propostas políticas que se articulavam para modificar a estrutura de dominação em vigor. Revolução era o tema principal do Partido Democrático de São Paulo e revolução era a aspiração dos setores operários em ascensão.


         O processo que culminou com a deposição de Washington Luís, em 1930, foi a revolução vencedora, articulada pelas elites dissidentes. Cabia a estas o papel de reorganizar a sociedade, controlar a crise, neutralizar as forças sociais em conflito questões cruciais que marcarão indelevelmente o quadro histórico aberto com a Revolução de 1930”.



José Jobson de Andrade Arruda


O MÍNIMO QUE VOCÊ DEVE SABER SOBRE OS ORGANISMOS INTERNACIONAIS




ORGANISMOS INTERNACIONAIS

Conceito 
            Também conhecidas como Organizações Intergovernamentais, são instituições criadas por países (Estados soberanos), regidas por meio de tratados, que buscam através da cooperação a melhoria das condições econômicas, políticas e sociais dos associados.


Principais objetivos:
  • Atuam em conjunto, de forma cooperativa, para buscar avanços econômicos, sociais e políticos para os países membros;
  • Buscam soluções em comum para resolver conflitos de interesses entre os estados membros;
  • Estabelecem políticas de cooperação técnica e científica;
  • Estabelecem normas e parâmetros comuns;
  • Traçam estratégias para resolução de problemas de urgência como, por exemplo, guerras e outros conflitos militares;
  • Fiscalizam, através de órgãos específicos, o cumprimento das regras estabelecidas pelos acordos;
  • Organizam reuniões para a troca de experiências, definições de novas políticas ou determinação de novos objetivos.


Principais Organizações Internacionais: 



ONU (Organização das Nações Unidas)
Fundada em 1945 é a maior organização internacional do mundo. Tem como objetivos principais a manutenção da paz mundial, respeito aos direitos humanos e o progresso social da humanidade. 



OEA (Organização dos Estados Americanos)
Fundada em 1948, conta com a participação de 35 nações do continente americano. Tem como objetivos principais a integração econômica, a segurança (combate ao terrorismo, tráfico de drogas e armas), combate a corrupção e o fortalecimento da democracia no continente. 


OMC (Organização Mundial do Comércio)
Fundada em 1994, conta com a participação de 149 países membros. Atua na fiscalização e regulamentação do comércio mundial, além de gerenciar acordos comerciais. 



OCDE (Organização para a Cooperação do Desenvolvimento Econômico)
Fundada em 1960, esta organização internacional é formada por 34 países. Tem como metas principais o desenvolvimento econômico e a manutenção da estabilidade financeira entre os países membros. 






OMS (Organização Mundial da Saúde)

Fundada em 1948, este organismo faz parte da ONU e tem como objetivo principal a gestão de políticas públicas voltadas para a saúde em nível mundial. 







OIT (Organização Internacional do Trabalho)
Organismo especializado da ONU foi fundada em abril de 1919. Atua, em nível mundial, em assuntos relacionados ao trabalho e relações trabalhistas. 







FMI (Fundo Monetário Internacional)


Criado em 1945, tem como objetivos principais a manutenção da estabilidade financeira e monetária no mundo, o aumento do nível de emprego e a diminuição da pobreza. Conta com a participação de 188 nações. 









OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte)

Criada em 1949, conta com a participação de 28 países membros. Tem como objetivo principal a manutenção da segurança militar na Europa.






BLOCOS ECONÔMICOS E ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS

            Os acordos internacionais têm como objetivo criar organismos que dinamizem as relações comerciais, sociais e políticas entre os países membros. Essas organizações estão presentes em todas as partes do planeta, atuando em forma de blocos econômicos, países que discutem a economia global, órgão que estabelece regras e acordos para o comércio internacional, grupo de nações que visa controlar a produção e venda de um determinado produto, etc.
            Os blocos econômicos, por exemplo, são formados para reduzir e/ou eliminar as tarifas alfandegárias, intensificando, assim, a importação e exportação de produtos. Já a OEA (Organização dos Estados Americanos) visa garantir a paz e a segurança continental; a OPEP (Organização dos Países Produtores de Petróleo), por sua vez, controla a produção e a exportação de petróleo.

As principais organizações são:











































sábado, 3 de junho de 2017

OS 4 TRONCOS INDÍGENAS DO BRASIL

Características das línguas e dos grupos indígenas que as falam.


Tupi: Os grupos indígenas de língua tupi eram as tribos tamoio, guarani, tupiniquim, tabajara etc. Todas essas tribos se encontravam na parte litorânea brasileira, foram os primeiros índios a ter contato com os portugueses que aqui chegaram. Essas tribos eram especialistas em caça, eram ótimos pescadores, além de desenvolver bem a coleta de frutos.

Macro-jê: Raramente eram encontrados no litoral, com exceção de algumas tribos na serra do mar, eles eram encontrados principalmente no planalto central, neste contexto destacavam-se as tribos ou grupos: timbira, aimoré, goitacaz, carijó, carajá, bororó e botocudo. 
Esses grupos indígenas viviam nas proximidades das nascentes de córregos e rios, viviam basicamente da coleta de frutos e raízes e da caça. Esses grupos só vieram ter contato com os brancos no século XVII, quando os colonizadores adentraram no interior do país.

Karib: Grupos indígenas que habitavam a região onde hoje compreende os estados do Amapá e Roraima, chamada também de baixo amazonas, as principais tribos são os atroari e vaimiri, esses eram muito agressivos e antropofágicos, isso significa que quando os índios derrotavam seus inimigos, eles os comiam acreditando que com isso poderiam absorver as qualidades daqueles que foram derrotados. O contato dessas tribos com os brancos ocorreu no século XVII, com as missões religiosas e a dispersão do exército pelo território.


Aruak: Suas principais tribos eram aruã, pareci, cunibó, guaná e terena, estavam situados em algumas regiões da Amazônia e na ilha de Marajó, a principal atividade era os artesanatos cerâmicos.
 

LÍDERES QUE INFLUENCIARAM A PEDAGOGIA LIBERTÁRIA


   A pedagogia libertária é um modo diferente do qual estamos acostumados de conceber a educação. Por educação entendemos a assimilação pelas pessoas de uma sociedade dos valores e comportamentos que regem seu funcionamento. Portanto, as sociedades e seus modelos de funcionamento dependem da educação para se perpetuar durante o tempo. Mas a sociedade predominante pretende manter certas estruturas e formas de poder que nós acreditamos injustas já que não permitem o desenvolvimento igualitário das pessoas, forjando classes dominantes tanto política quanto economicamente. Este autoritarismo se manifesta na sociedade desde a educação para criar pessoas dependentes,autoritárias e competitivas que assumem as injustiças do sistema como algo natural à humanidade, integrando-nos em um sistema instável e que mantém desigualdades, violência, enfrentamentos e exploração.


   Buscamos uma transformação global da sociedade. Para isso devemos mudar muitos valores da sociedade atual, através da educação buscando apoio mútuo, solidariedade, liberdade, igualdade ético coletiva, dignidade e responsabilidade, isto é, a felicidade e bem estar do ser humano.

   Toda a sociedade influi na educação e por isso devemos desejá-la na transformação da escola, já que a vida principal é a escola. Não devemos nos centrar somente na idade infantil para introduzir essas idéias e comportamentos, ainda que é a idade mais importante para introduzir valores quando, de qualquer forma, a sociedade, a família, o poder e os meios de comunicação não nos influenciaram negativamente. Esta educação deve ser uma forma de funcionamento contínua em nossas vidas.

   O anarquismo pretende criar uma sociedade justa, solidária e participativa e é por isso que suas idéias pedagógicas tentam ser “CONDIZENTES?” com essas máximas. A pedagogia libertária deve ser compreendida junto a todo um movimento social. A educação existe para reproduzir as relações sociais e culturais geradas pelo sistema capitalista. Baseando-se nos princípios da disciplina e autoridade, fazendo com que as pessoas, desde pequenas, se habituem a pensar e atuar de forma conivente ao sistema estabelecido. Os princípios, que em maior ou menor medida, segue a educação libertária são:

  1. Liberdade do indivíduo. Liberdade individual mas coletiva significa levar em conta aos demais desde a responsabilidade de viver em grupo.
  2. Contra a autoridade. Ninguém manda em ninguém, tudo se faz por compromissos assumidos e a partir da decisão coletiva, aberta e sincera.
  3. Autonomia do individuo, contra as dependências hierarquizadas e assumidas, cada indivíduo tem direitos e obrigações assumidas voluntariamente, responsabilidade coletiva e respeito. As pessoas enfrentam seus próprios problemas, criam suas convicções e raciocínios.
  4. O jogo como acesso ao saber. Partindo do jogo é mais fácil desenvolver a solidariedade e o trabalho coletivo, a socialização e o ambiente positivo, alegre e sincero.
  5. Co-educação de sexos e social. A educação é igual e conjunta, sem discriminação de nenhum tipo por razões de gênero econômico ou sociais. Mas para especificar mais explicaremos algumas das formas de funcionamento concreto para conseguir que essas idéias se desenvolvam dia a dia, em algo estável e assumido por todas as pessoas.

   Para criar pessoas livres e auto-geridas é preciso que cada individuo decida, escolha e trate aquilo que lhe interessa sem necessitar das ordens de ninguém, sendo consciente de suas próprias limitações, que a pessoa eleja o que, como, quando e onde quer trabalhar os conceitos, atividades e atitudes necessários para sua educação.

  O auto-didatismo é importante nesse ponto, permitindo o acesso à informação que permita aprender por ele mesmo aquilo que quer aprender, fomentando além de tudo a cooperação didática ao solicitar auxílio de outras pessoas. Criando dinâmicas de trabalho coletivo e igualitário, permitindo o acesso aos cadernos de trabalho, livros e outros materiais impressos ou audiovisuais, que são escolhidos por cada um. Além disso se conta com o apoio de outros companheir@s ou dos educador@s que são iguais porém com mais conhecimentos e experiências educativas, mas atuando como meros informadores e conselheiros sem nenhum poder sobre ninguém. Cada pessoa decide quais são seus compromissos didáticos pessoais e do grupo, que tentará cumprir um determinado trimestre. Esses compromissos incluem não somente elementos intelectuais mas também afetivos e de relação com os demais.

   A auto-avaliação com registros de observação e prova de maturidade comprova as atitudes internas e com o grupo, além de interesses, necessidades e relações tanto intelectuais como afetivas e sociais. Rompendo com os exames como formas repressivas e competitivas de saber como está sendo o processo educativo. Além de tudo, se dividem entre todas as pessoas as tarefas cotidianas como limpar, recolher ou administrar materiais e dinheiro do coletivo, mantendo responsabilidades coerentes às suas capacidades e possibilidades etárias. 
   A assembleia se converte no marco para tomar as decisões do grupo sem autoritarismo buscando a melhor solução para os problemas, e onde se assumem compromissos e se auto comprova seu cumprimento, onde nos comunicamos sinceramente com as demais pessoas do coletivo e onde geramos nossa participação, nossa relação com os outros, nossa crítica, nossa autoavaliação.

   Falando com liberdade de nossas dúvidas, sentimentos e propostas. A assembléia se converte no referencial de tomada de decisões por isso é necessário de um registro escrito de seus pareceres e decisões, além de um sistema transparente de tomada de decisões coletivas, por consenso se possível e se não por votação. 
   As assembleias podem ser de grupos mais pequenos para temas pontuais que afetam um pequeno número de pessoas ou gerais nas quais toda a coletividade participa. A assembléia é a pedra angular da educação libertária já que nela surge a espontaneidade, a liberdade e a comunicação livre entre as pessoas. Certamente essas são algumas idéias para por em prática formas libertárias de educação, o caminho é largo e contínuo, sendo muitos os problemas que tenderemos a enfrentar se quisermos criar práticas pedagógicas libertárias. Cada assembléia, cada decisão, cada discussão, e cada tentativa são um passo a mais para contar positivamente. Se não tentarmos não conseguiremos.

Veja também:

FIÓDOR DOSTOIÉVSKI

  Dostoiévski,  foto de Constantin Shapiro, 1879       “(...) tomai sobre vossos ombros os pecados humano...

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